Para a formalização de empresas, o empresário tem à disposição um novo sistema de licenciamento. Disponível no portal de Serviços da Jucemg, o sistema foi criado integralmente pela Junta Comercial e conta com importantes parcerias, como as Secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Saúde, por meio da Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros Militar de MG e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.
Acessível também pelo Portal da Redesimples MG, o sistema foi concebido para simplificar, agilizar e interagir com o cidadão-usuário, possibilitando a legalização das empresas para obtenção das licenças e inscrições estaduais e/ou municipais; permitir o compartilhamento das informações entre os órgãos de licenciamento; mensurar os prazos para a análise e o processamento dos licenciamentos estaduais e da prefeitura; harmonizar as competências de licenciamento municipal e estadual; integrar todos os órgãos de registro ao Sistema de Licenciamento. As empresas registradas também em cartórios, Ordem de Advogados do Brasil e o Microempreendedor Individual – MEI podem também obter o licenciamento pelo novo sistema.
Para a concepção do sistema, foi realizado pelos órgãos licenciadores um levantamento do panorama atual sobre os principais gargalos, assim como propostas de melhorias.
Em implantação, o sistema divide-se em três etapas: a primeira fase já em funcionamento, o que permite aos órgãos licenciadores estaduais emitir licenças/declarações de dispensa para aquelas atividades que não são de interesse do órgão.
O Corpo de Bombeiros Militar já está nesta primeira etapa, além da dispensa, vai emitir também autorização de funcionamento para atividades de baixo risco.
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Características do Novo Sistema de Licenciamento
O sistema apresenta diferenciais importantes, em destaque:
Para o Corpo de Bombeiros, os benefícios vão possibilitar:
Para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, os benefícios serão:
A Certidão ou Declaração de Empreendimento Não Passível de Licenciamento Ambiental Estadual são documentos requeridos nos balcões de atendimento das SUPRAMs pelos empreendedores do estado. Tem por finalidade atestar a dispensa daquele empreendimento às normas de licenciamento ambiental estadual, possibilitando, dentre outras razões, o alcance as linhas de crédito dos bancos financiadores ou a comprovação de sua regularidade. Esse procedimento agora já pode ser feito por meio do sistema informatizado e integrado de informações e processos, que possibilita uma entrada única de dados e documentos, reduzindo a burocracia.
Os benefícios para a Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Vigilância Sanitária, são: classificação automática do grau de risco com base em informações fornecidas na viabilidade; disponibilização de informações para licenciamento de empresas; emissão automática de certificados de dispensa de licenciamento; controle de prazo de validade de certificados de licenciamento; acesso ao ambiente de impressão dos certificados emitidos; acesso ao ambiente administrativo para verificação e correção de dados; possibilidade de visualização de licenciamento das empresas registradas; acesso de administrador para verificação dos licenciamentos emitidos.
Já para as Prefeituras, o principal benefício nesta etapa do licenciamento se dá no momento em que a empresa é disponibilizada no Portal da Viabilidade (opção Formalização de Empresa), quando é simultaneamente disponibilizada ao seu Sócio representante no Portal de Serviços (Licenciamento). A Prefeitura pode acessar a mesma opção do Portal de Serviços e assim obter as declarações dos órgãos de licenciamento estaduais, além ter acesso às informações que tratam sobre o grau de risco do empreendimento. Atualmente, os órgãos de licenciamento disponíveis são: Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Vigilância Sanitária.
Alguns links importantes:
Descrição das funcionalidades presentes na 1ª Fase de implantação, já em funcionamento:
O sistema apresenta uma nova realidade de simplificação de todos os processos de abertura, alteração e extinção de empresas e promove a integração e a entrada única de dados cadastrais e documentos, acessada via internet, com facilidade e agilidade. Em outras palavras, o sistema garante, de fato, a efetivação da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios / Redesim em Minas Gerais.
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Junta Comercial do Estado de Minas Gerais
Rua Sergipe, 64 - Boa Viagem - Belo Horizonte, MG - CEP 30130-170Tel.: (31) 3219-7900 www.jucemg.mg.gov.br Governador: Fernando Pimentel Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico: Altamir de Araújo Rôso Filho Secretário de Estado de Planejamento e Gestão: Helvécio Magalhães Presidente da Jucemg: José Donaldo Bittencourt Júnior Vice-presidente: João Lucas Mansur Barros de Alcobaça Campos Secretária Geral: Marinely Bomfim Assessor de Comunicação: Alessandro Ostelino Auditor Seccional: Márcio Mourão Chefe de Gabinete: Nélia Borboleta Coordenadora da Escola Permanente Jucemg: Júnia Márcia Rodrigues dos Santos Procurador-Chefe em exercício: Fernando Barbosa Santos Netto Secretário de Apoio às Un. Colegiadas: Tadeu Rosa Diretora de Planejamento Gestão e Finanças: Mariana de Irlanda Veloso Vieira Duarte Flores Diretora de Registro Empresarial: Lígia Xenes Gusmão Dutra Diretor de Gestão da Informação e Modernização: Diretor de Integração e Interiorização: Marcos Araújo de Oliveira Produção: Assessoria de Comunicação Social Projeto Gráfico: Gerência de Tecnologia da Informação e Conhecimento |
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quarta-feira, 25 de abril de 2018
NOVO SISTEMA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL
segunda-feira, 28 de julho de 2014
O São Francisco já é um rio intermitente
Roberto Malvezzi (Gogó)
Embora não tenha cortado totalmente seu fluxo de água, o São Francisco já é praticamente um rio intermitente.
A atual defluência – saída de água rio abaixo - da represa de Três Marias, em Minas Gerais, é de 150 m3 por segundo (sic!). Não se espantem, é essa mijada de gato. Portanto, um fiapo de água para o que já foi o grande Rio São Francisco (CBHSF).
Essa realidade é visível a olho nu em municípios como Pirapora. Até a extração de água para abastecimento humano das cidades ribeirinhas já está comprometida. Se formos fala em navegação, pesca, etc., é melhor procurar nas fotografias.
A cidade de Xique-Xique, no médio São Francisco, se abastece de um braço do Velho Chico. Em 40 dias – se o rio não recuperar volume – terá seu abastecimento cortado. A calha central está há mais de trinta quilômetros da cidade. Portanto, Xique-Xique vai conhecer o que é um rio intermitente antes das demais cidades.
Abaixo, em Sobradinho, a defluência está em 1.100 metros cúbicos por segundo. As maiores balsas de transporte de passageiros entre Juazeiro e Petrolina estão encostadas no porto. Não há profundidade para sua navegação.
Gostaria de saber onde andam os políticos, os técnicos, o pessoal do governo que projetou a Transposição e nos diziam com arrogância em todos os debates que a defluência em Sobradinho era - com absoluta segurança - de 1800 metros cúbicos por segundo, portanto, a extração de água para a Transposição seria absolutamente insignificante. Onde será que eles estão?
Em terceiro, abaixo de Xingó, no Baixo São Francisco, a defluência também continua com 1.100 metros cúbicos por segundo, comprometendo até a produção de água para consumo humano e para a bacia leiteira de Alagoas. Sergipanos e alagoanos são os que pagam a conta de toda degradação e irresponsabilidade de quem destrói o São Francisco. Na foz, o mar já adentrou o rio em cerca de 50 quilômetros.
Hoje ainda se fala na Transposição, ela continua na mídia, por muitos considerada ainda como a redenção do Semiárido. Vamos respeitar a ignorância dessa afirmação, afinal o Nordeste e o Semiárido continuam desconhecidos para 90% dos brasileiros, mas vale lembrar que 40% do Semiárido brasileiro estão em território baiano, portanto, longe dos eixos da Transposição.
Quantos ainda falam da Revitalização? Alguém tem alguma notícia?
O São Francisco continua em processo de extinção rápida e fatal. Mesmo assim fala-se em projetos de 100 mil hectares de cana irrigada em Pernambuco, 800 mil hectares de cana irrigada na Bahia, Transposição para outros estados, assim por diante.
Certamente voltará a chover, o rio vai recuperar volume, mas, as secas serão cada vez maiores e mais constantes. A NASA, anos atrás, projetava que o São Francisco seria um rio intermitente em 2060. Realizamos a façanha de antecipar a projeção em mais de 40 anos.
Texto de: Articulação Popular São Francisco Vivo
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Crise de água em SP: outro sistema entra em colapso
Salvo uma
reportagem ou outra, pouco tem sido dito sobre o “segundo front da seca” que
ameaça São Paulo.
O Sistema
Alto Tietê está secando cada vez mais rápido.
O segundo
maior complexo de reservatórios destinados ao abastecimento da Grande SP, que
está servindo como “complemento” para áreas antes conectadas ao Sistema
Cantareira, para reduzir a retirada de água na situação de emergência em que
este se encontra, não está suportando nem o acréscimo inicial feito há meses e,
muito menos, as novas sangrias feitas a partir do novo agravamento da crise.
O Tietê
representa metade da produção do Cantareira e leva 15 m³/s à estação de
Taiaçupeba.
A queda no
sistema passou de 0,1% ( meio bilhão de litros) por dia para 0,2% e, nos
últimos dias, já bateu em 0,3%, ou 1,5 bilhão de litros a menos, diariamente.
Restam
24,3% dos reservatórios, ou cerca de 100 bilhões de litros.
O estado
da represa de Jundiaí é este que você vê aí na foto.
E a
situação é o que descreve a repórter Sabrina Pacca, num relato do qual
transcrevo um trecho de poucos dias atrás, publicado há dias:
“É
desolador o cenário das cinco barragens que compõem o Sistema Produtor Alto
Tietê (Spat). Uma imensidão de área, antes alagada, hoje vazia. A sensação, em
alguns pontos, é de se observar um pântano. Em outros, de caatinga. Os peixes
desapareceram, para desgosto dos pescadores. Moradores já se veem podendo usar,
a pé ou a cavalo, antigas estradas que estavam debaixo d´água há mais de 20
anos e que, com a estiagem, reapareceram, a exemplo da barragem do Rio Jundiaí,
onde a realidade é a mais impressionante delas.
Pela
terceira vez, nesse semestre, a reportagem de “O Diário”percorreu as cinco
represas do Spat. Elas nunca estiveram tão secas e as comunidades que vivem no
entorno nunca estiveram tão assustadas. Parece que o temor pela falta de água
nas torneiras tomou conta daquelas pessoas, mais próximas a essas paisagens
angustiantes.
“Todo
mundo deveria visitar aqui. A Prefeitura deveria fazer excursões. Só vendo o
que a gente vê, todos os dias, para que se tome consciência de que a água vai
acabar mesmo e que vamos sofrer demais. É o sinal do fim dos tempos e está na
Bíblia. Não tem jeito, a gente tem que economizar, pelo amor de Deus”, rogou o
borracheiro, Elias Souza Alves, de 55 anos, que trabalha às margens da represa
de Taiaçupeba, em Jundiapeba, que tem uma área de inundação de 19,36 km². (…)”
Como se
trata da água que vai abastecer uma “pequena cidade”, São Paulo, e pouquíssima
gente, apenas 4,5 milhões de pessoas, a gente tem de recorrer ao bravo Diário
de Mogi, onde trabalha a repórter, e a seu fotógrafo Edson Martins, para ver e
entender o que está se passando.
Não é
assunto para um Jornal Nacional, não é?
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